Miro no papel e atiro em tinta minhas idéias

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Inspirado em Armstrong




O menino estava olhando a lua com aquela curiosidade que só a infância nos permite quando teve uma idéia daquelas que só podem terminar em problemas, correu até o quarto dos pais, pegou a arma guardada dentro da gaveta do armário, e voltou ao quintal na ponta dos pés para a mãe não vê-lo, pois isso seria castigo na certa. Deu sorte, ela estava distraída demais com a novela. Chegando ao quintal, não pensou duas vezes e já foi logo mirando e atirando no alvo de sua curiosidade. Não deu outra: castigo por um mês, sem TV nem vídeo-game. Emburrado, foi dormir sem saber se a lua quebrava como um prato ou murchava como uma bola, culpando em pensamento a mãe, que o colocou de castigo antes da bala ter chegado até a resposta.

3 comentários:

* hemisfério norte disse...

gostei da ligacao lua-armstrong.
tenho sempre duvida se bala deve ser entendida por projectil ou por rebucado - att hoje estou num teclado n tem todos os carateres usados na lingua portuguesa, logo estar o texto com incorreccoes.à

Rodolfo disse...

Ótimo texto!!

Acho que há respostas que ganhamos mais em desconhecer. O difícil é que geralmente descobrimos isto quando já as conhecemos.
Um abração!!

Rita disse...

Adorei!!!

=***